Estou a tatear insistente na busca pela ponta dos nós que apertam a minha garganta torcendo minh’alma que pinga gotas de angústia interior feito nódoa a amarrotar o papel...
Preciso desatar, ou simplesmente desafogá-lo o suficiente para que circule uma dose de oxigênio que sinto escassear.
Como se um torrão me asfixiasse impiedosamente.
E ninguém percebe...
Nada além de um ser abatido que em silêncio enfrenta um terremoto emocional.
(Sandra Lima Costa Melo)
(Sandra Lima Costa Melo)
É muito ruim quando a gente tem a sensação de que errou... de que uma palavra ou uma atitude pode colocar tudo a perder e magoar as pessoas.
Em alguns momentos da vida como seria mais fácil termos um manual para rapidamente procurarmos o que fazer em determinadas situações em que as coisas fogem ao contrôle.
Aí nessas ocasiões sobram apenas angústias, tristeza e uma pergunta que ainda não se tem resposta... E agora?
Aí, um fiozionho de esperança que ainda resta... que não quer calar.. diz... e agora é recomeçar... ser diferente.. ou melhor... fazer diferente.
Afinal posso errar, começar de novo, acertar, cair, me machucar, mas não posso jamais passar por cima do que acredito e desrespeitar a pessoa mais importante nesse mundo... que sou eu mesma.
Vou encontrar um caminho e quem sabe eu consiga fazer com que as coisas que eram belas continuem assim. O que trazia felicidade possa continuar trazendo bons momentos.
Acredito sim que para se ter algo tem que ter uma coisa que é indispensável: a vontade.
E vontade de ser feliz... é o que me sobra.

2 comentários:
lembro muito bem de um brinquedo q tive na infância. ele se chamava Torremoto. eram umas pecinhas d madeira q devia-se colocar umas sobre as outras e assim formar uma torre. qdo as peças acabavam, tinha q tirar uma peça de qualquer lugar da torre e colocar em cima de tudo, e assim sucessivamente, até a torre desmoronar.
às vezes ficava bem alto, era até legal de ver. balançava, balançava, mas não caia, até q se movia uma peça errada e... crash. desmoronava tudo.
eu ficava triste por não ter conseguido ir mais adiante na construção de uma torre maior. mas quer saber o q era legal mesmo nisso tudo?
eu sempre podia começar tudo de novo. com mais cuidado, e não tocando nas peças erradas.
Obrigada por usar trecho de um texto escrito por mim em Recanto das Letras. Terremoto emocional é uma descrição dessa inquietação íntima que nossa vida estressante nos faz experimentar. Apender a lidar com os desafios diários é nosso grande desafio. Bjs. Sanda L. C. Melo
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